Esta gente não consegue perceber que este tipo de chantagem foi chão que já deu uvas. Que o papão já não assusta ninguém. Que os anos subsequentes à revolução do 25 de Abril, tempo de todas as utopias, foi há quase 40 longos anos. E que eles, brigada do reumático, estão todos à beirinha do fim de prazo. A maioria deles já morreu, e morreu infeliz, porque os complexados são sempre infelizes. Aos poucos e envelhecidos que ainda restam, parece que se juntou agora um imberbezinho a quem chamam "mijinhas". Mas, sobre esta personagem, há muitas dúvidas se já têm ideias próprias ou é apenas um pau mandado. Portanto poucas aquisições e de muito má qualidade.
O que é que vão fazer no dia 30 de Junho, dia em que dizem que o João faz anos?
O João faz anos a 4 de Fevereiro todos os anos desde 1943.
Vão espalhar umas bandeiras pela Ilha em lugares vistosos e vão exportar uma para Lisboa, como fizeram o ano passado no dia da Região? Como dizia o Vasco Santana pelos chapéus: bandeiras há muitas (e palermas também). Eu tenho uma velha bandeirinha dessas, que um flamista amigo me ofereceu por alturas do verão quente de 75 e nunca me fez mal nenhum, muito menos me assustou. Vão reativar a brigada do gelamonite? Vão dinamitar ou incendiar mais uns carros? Vão finalmente, após tantas patéticas ameaças, apresentar queixa na ONU? Vão declarar unilateralmente a independência? E depois a quem vão atribuir a responsabilidades das vossas irresponsabilidades? E a quem vão exigir que pague a dívida? Ou vão ficar mais uma vez pela fanfarronada?
A FAMA (Forum Autonomia da Madeira) cujo primeiro subscritor é o João; é uma FLAMA (Frente de Libertação da Madeira) a quem amputaram um "L", por de falta de coragem. No passado os Flamistas, nunca tiveram a coragem de dizer ao povo quem era o líder. Hoje os Famistas dizem-se autonomistas porque não há por ali coragem para dizer que são separatistas. Toda a gente sabe que quem está à frente da FAMA é um velho Flamista chamado Gabriel Drumond. Nos Açores, havia a FLA (Frente de Libertação dos Açores), mas toda a gente sabia quem era o seu assumido líder. Mas os Açores é que são atrasados.
E o povo em quem eles "dão manteiga" dizendo que é superior e que na realidade é superior mas a quem o governa? Estes fanfarrões sabem que o povo que vota neles não os segue nestes seus devaneios. Disfarçadamente já fizeram sondagens para saber a sua opinião sobre esta matéria. Se fosse favorável às suas pretensões já teria sido publicada e motivo de chantagem em tempos difíceis como este, para exigir mais dinheiro. Mas tal como as contas de quinhentos anos entre a Madeira e o Retângulo pedidas ao historiador Alberto Vieira do Centro de Estudos do Atlântico, nunca foi publicada. No tempo de todas as utopias, até chegaram a enviaram às autoridades nacionais, um alerta vermelho, informando que no Liceu Jaime Moniz uma lista afeta aos separatistas ganhara as eleições para a associação de estudantes, como ameaça a Lisboa que ou davam tudo o que lhes fosse pedido ou isto era um sinal do que ia acontecer.
Atenção minha gente, cuidado com a brincadeira, que a hipotética independência seria irreversível: não podiam fazer como quiseram fazer com a ANA (Aeroportos e Navegação Aérea) que regionalizaram e depois de arranjarem ali um passivo que não conseguiam solucionar, queriam devolvê-la a Lisboa.
Este regime ainda estrebucha mas já entrou no estertor fatal. Mas cuidado que o seu cadáver é tóxico.
Ai se não fosse o povo, que era o momento certo para lhe colocar a criancinha nos braços...
É esta a utilidade do órgão de propaganda do regime (JM) que nos
custa a todos nós cerca de 11 mil euros por dia.
"O João faz anos" era uma espécie de senha da FLAMA nos tempos
em que esta gente apavorada com a democracia, perseguia comunistas
e socialistas.
François Hollande é o novo presidente da França. Nicolas Sarkozy falhou a reeleição. Dirão alguns, que foi a crise que o abateu e foi: foi a crise crise. Foi a crise de liderança. A crise de carisma e a crise de coerência.
A mudança em política têm pelo menos uma vantagem: entre a antiga desilusão e a próxima, há pelo menos um curto espaço de esperança.
José Manuel Coelho, deputado do PTP, continua a cumprir o seu objectivo: infernizar a Assembleia Legislativa da Madeira e a Maioria. Recentemente, após mais uma ensaboadela do Coelho, o deputado da Situação, Tranquada Gomes, teve uma ideia: ora uma ideia vinda daquele quadrante é um problema. A ideia de Tranquada Gomes foi, que deviam pedir à Procuradoria Geral da República um parecer como lidar com terrível roedor que lhe mói o juízo em todas as sessões da Casa. Ora, se Tranquada Gomes, entende que se deve pedir um parecer à PGR, é porque o grande advogado da Situação, não conhece meio legal de impedir o deputado Coelho de entrar, ou de expulsá-lo da ALM. Mas no entretanto, enquanto se decide se se avança com o pedido e o parecer chega e não chega: a bancada da Situação expulsa o Coelho da toca, que ali quem manda como quer e lhe convém, é a Situação.
Naquela Casa, a Situação, já fez coisas tão aberrantes como aprovar um pedido de avaliação psiquiátrico a um deputado da Oposição. Estranho pedido que não é dirigido especificamente a ninguém nem produz qualquer resultado. Conclusão: Mais uma estúpida nulidade produzida pela Situação. Na ALM onde Situação num dia triste, o seu triste líder de bancada, virando-se para outra da Oposição mandou-os calar, dizendo que estavam ali cinco burros e duas cabras. ALM, onde em mais um dia triste (ali são quase todos) um deputado da Situação foi esperar outro da Oposição à saída da casa de banho e à falsa fé agrediu-o. Houve até, uma alma penada da Situação, que um dia teve a miserável ideia de falar em apresentar na ALM um voto de pesar pela Constituição da República Portuguesa. ALM, onde o presidente não preside, apenas executa ordens, chegando-se ao cúmulo de um deputado, claro está, da Situação decidir um intervalo nos trabalhos à sua revelia e mesmo assim continuar sentado na cadeira da presidência, depois de ter permitido uma votação e consequente aprovação para impedir a entrada do deputado Coelho na ALM, para onde fora eleito pelo PND e ter dado execução ao ilegal impedimento, que dizem os entendidos é um crime cuja moldura penal vai de dois a oito anos de prisão.
Todos estes desmandos e muitos mais, ao longo de décadas, são os responsáveis pela entrada de José Manuel Coelho na cena política, que é de certa forma a voz daqueles que estão fartos de tanta vergonha.
Nos Açores com uma maioria absoluta, primeiro do PSD e agora do PS, houve sempre normalidade democrática. Por que razão só aqui acontecem estas constantes anormalidades?
A Democracia que na primeira metade do século passado, permitiu que um monstro chamado Adolfo Hitler chegasse ao poder e se mantivesse nele cometendo todas as atrocidades hoje conhecidas, continua a criar os seus monstros. É caso para todos os democratas refletirem.
Pelo ódio e vingança continuada, ao 25 de Abril, apesar de ser graças à Revolução de Abril que a Madeira têm hoje um aeroporto ampliado, estradas pontes e "furados" por todo o lado. Obras estas de grande importância para o seu desenvolvimento, mas também marinas que não funcionam. Parques industriais em todos os concelhos numa terra onde não há industria. Estas ultimas, serviram apenas para a propaganda do regime, durante as campanhas eleitorais, e garantiram a permanência no poder a esta gente. Com milhões faço inaugurações e com inaugurações ganho eleições. Alberto João.
Por envergonharem constantemente o país, a RAM e o seu povo. Pela falta de respeito a toda a gente e a eles próprios. Pelas manhosas manobras, como as constantes alterações ao regimento da assembleia para limitar os direitos da Oposição. Pela ligeireza com que levantam a imunidade a qualquer deputado da Oposição e expulsam o Coelho: Proponho que sejam expulsos da ALM, com justa causa, pelo menos os seguintes deputados da Situação: JMM, JR, MS, TG, CP e o mijinhas. Este ultimo como ainda não é sénior pois nem sequer é um mijas, escreve-se por isso com inicial minúscula.
Sugiro também, ao deputado Guilherme Silva, ponta de lança de AJ em Lisboa, como deputado na AR e na sua área profissional; que um dia se sentou na cadeira da presidência da AR, nos tempos da maioria absoluta de Sócrates e desatou a acusar os socialistas de abuso da maioria; que quando vier à Madeira se dirija a uma das lojas do Alberto "Oculista" para ver se lhe arranjam ali, solução para a sua miopia para assuntos próximos, porque para as distâncias ele vê tudo.
Como a crise não paga dívidas e rir ainda não paga imposto: divirta-se com estes dois.
Esta casa hoje habitada por um salgueiro foi outrora a residência de uma popular figura da serra, conhecido pela alcunha de Pirolito
O pirolito foi nesses tempos um refrigerante muito popular; contemporâneo e concorrente da gasosa. Vá-se lá saber porquê, o antigo dono desta casa há muito abandonada, apanhou o nome do refrigerante.
O meu tio Herculano, irmão único de minha mãe, que tenho fundadas razões para crer que foi um grande pirata e que o meu problema é por isso hereditário. O meu tio Herculano, contou-me imensas piratarias na única vez que tenho memória de ter falado com ele, pois morava em Lisboa e há muito regressou ao pó de onde viera, era eu ainda um miúdo. A minha avó materna fora uma das muitas vítimas da febre amarela, deixando duas crianças de pouca idade. A minha mãe ficara a cargo da madrinha e o meu tio foi viver com o pai para Lisboa. Foi aí, que o miúdo Herculano, conheceu e se tornou amigo do filho do Pirolito, que morava na mesma rua. Juntos, infernizaram aquela rua e arredores, a ponto de sempre que alguém era vítima de qualquer patifaria, toda a gente dizer: "Foi o Herculano e o filho do Pirolito!" E estes respondiam: "Nem pirolito nem gasosa!"
Numa das suas constantes piratarias e ao serem perseguidos por um polícia, refugiaram-se na escada de um prédio. O polícia topou-os pois estava de serviço e não a dormir e foi à escada levantou o cassetete e carregou forte nos dois. A vingança do Herculano e do filho do Pirolito não demorou: quando o mesmo polícia voltou a estar de serviço na zona, foram a casa levaram dois pedaços de sabão que esfregaram nos degraus da escada deixando apenas uma estreita margem não ensaboada para eles passarem. Depois, foi saírem para a rua e desafiarem, com sempre, a autoridade. O agente persegue-os e precipita-se para a escada armadilhada, cai e bate com os costados nos degraus. O Herculano e o filho do Pirolito, tal como planeado, aproveitam, descem por cima do infeliz agente caído e limpam os sapatos na farda da autoridade.
Esta famigerada dupla, foram excomungados em quase todas as casas de Deus da cidade de Lisboa: criaram o hábito de visitar as igrejas e ajoelharem-se atrás de uma velha beata de saia comprida e rodada, como era moda da época, que ali passava as tarde a tentar meter uma cunha a Deus, para que quando morresse Este lhe arranjasse um lugar no Céu. Com os dedos juntos e a mão esquerda virada aos céus, para dar a ideia de também estarem a rezar; a direita a tirar pionés da algibeira e a pregar a roda da saia da beata interesseira ao soalho da igreja. Depois, era só dar um grito ao ouvido da infeliz, que assustada levantava-se espavorida e assistia horrorizada à roda da sua saia a ficar pregada ao chão e a rasgar-se.
Era o Herculano e o filho do Pirolito.
O FMI (a primeira inicial é perigosa) é uma organização com um phoder enorme: vejam só que está a comprar a UE todinha e até compra países falidos e a caminho. Dominique Strauss Kahn seu ex-diretor tinha e mantém, um phoder como nunca se viu no Mundo. É casado, tinha e têm as mulheres que quer, pois estas zungam à volta de homens ricos e homens de phoder, como abelhas à volta de um favo de mel. Strauss Kahn alegou em sua defesa, a uma acusação de violação, que não o poderia ter feito porque a essa hora já teria estado com três mulheres. Apesar de todas estas facilidades: muitas mulheres que fascinadas pela sua posição e phoder, que se punham a jeito; mais aquelas que o próprio procurava e pagava, era ainda cliente de um bordel que faz parte de uma rede de prostituição, que naturalmente abastecia este cliente especial. Strauss Kahn, pelo meio, ainda têm necessidade de violar umas mulheres.
Este Strauss Kahn deve se de ascendência germânica ou austríaca. Talvez nada tenha a ver com nenhum dos três grandes compositores austríacos de nome Johann Strauss, mas talvez seja aparentado com Franz Josef Strauss que foi PM da Baviera e que se dizia ser simpatizante do nazismo e do seu líder Adolfo Hitler, que na década de quarenta do século passado teve um phoder tal que phodeu a Europa toda, mais seis milhões de judeus. Aquilo é que foi um forte phoder.
Comparado com Strauss Kahn, Zézé Camarinha o rei engatatão de Portugal e dos Allgarves, corre o sério risco de ser considerado gay em versão saloia. Ao pé de Strauss Kahn, Santana Lopes é um menino de coro. O capitão Roby é um fanfarrão da arraia miúda. Diz-se, que nem Gungunhana, o insurrecto, imperador dos Vátuas, que nos finais do século dezanove foi aprisionado em Chaimite (Moçambique) pelo capitão Mouzinho de Albuquerque e que tinha um phoder enorme e uma propriedade calculada entre duzentas a trezentas mulheres, se lhe compara.
Se o grande ator Charlie Chaplin, se considerava a si próprio a oitava maravilha do mundo, pelo facto de conseguir ter relações sexuais com intervalos de cinco minutos. Atenção que Charlie Chaplin não esclarecia o numero de sessões, só os intervalos. O que é Strauss Kahn? Eu confesso não ter o phoder do conhecimento para o classificar. Não só não sei ainda, escrever segundo o acordo ortográfico como ainda escrevo num português arcaico: mas para mim phoder é phoder.

Na Região Autónoma da Madeira, no Retângulo ou em qualquer outro lugar ou situação: Alberto João teso mas bem disposto (diz ele).
Apresentando a Troika à direita e dedo esticado; o OE 2012 vêm atrás. Foi no passado sábado no desfile de Carnaval da Pampilhosa da Serra e o Pirata estava lá.
Já não é só na Madeira que não há Carnaval sem Alberto João.
Estamos gregos para agradar aos troikanos.
Os olhos da UE são os olhos da Senhora Merkel: inexpressivos, sem sedução e sem brilho. Não fitam nem alcançam um horizonte.
Prof. Martelo, é legal um cidadão que come bolo-rei com a boca toda escancarada ser Presidente da Republica? É! Sabe, eu sei a quem se está referir: quando o cidadão de que fala, se candidatou a PR, foram levantadas algumas dúvidas em termos de legalidade constitucional. E o cidadão em causa pediu-me um parecer jurídico sobre a matéria.
Mas...não me diga Prof.. que lhe arranjou um parecer favorável? Digo digo! Então o meu amigo não sabe que o cliente têm sempre razão?! Pois pois, estou a ver Prof. !... E isso é correto Prof.? Não! Mas pode-se fazer?... Pode!
É assim, que num país da periferia da Europa, o homem que comia bolo-rei com a boca escancarada, se tornou Presidente da Republica.
O periférico presidente que é também o homem que comia bolo-rei com a boca toda escancarada, lamentou há dias publicamente que a sua esposa recebia de pensão uns míseros oitocentos euros. E disse ainda, que a pobre coitada, dependia dele. Infeliz senhora. E olhem que a infelicidade da senhora que é esposa do homem que comia bolo-rei com a boca toda escancarada, não o é, pelo facto de receber de pensão qualquer coisa como oitocentos e poucos euros; que é qualquer coisa como dois ordenados mínimos no país do qual é presidente o homem que comia bolo-rei com a boca toda escancarada, que é coisa que pasme-se: ele precisa que lhe digam, pois não sabe. A maior infelicidade da infeliz senhora é a sua dependência. Todas, ou quase todas as dependências, mais tarde ou mais cedo dão para o torto. Mas a pior e insustentável infelicidade de um ser humano é o seu sustento depender de outrem. E a suprema humilhação é: quando quem a sustenta se lamenta publicamente por esse facto.
Não vou aqui emitir opiniões sobre o que disse o homem que comia bolo-rei com a boca escancarada e a sua declaração de rendimentos: preocupa-me mais a infelicidade de um povo não ter memória e eleger e reeleger para seu presidente o homem que comia bolo-rei com a boca toda escancarada, sabendo que lhe calha a fava.
Luís Filipe Meneses, ex-presidente do PSD e actual presidente da Câmara de Gaia; chamou há dias arruaceiro a um sindicalista. E disse mais, em tom de desafio: o governo pode ter medo de si, mas eu não tenho medo de si.
Conclusão: Se calhar, em vez de um arruaceiro, temos dois.
E o pirata sou eu!
Sócrates foi afastado do poder pelo voto do povo. Em Espanha, o seu amigo Zapatero seguiu-lhe o caminho. Em Itália Berlusconi foi obrigado a deixar o poder e a ir dar música para outros palcos. Na pátria dos Deuses (Grécia), um Deus qualquer, libertou George Papandreou, mas manteve o país no Purgatório. Tudo vítimas da crise, de si próprios, ou de décadas de erros acumulados.
Na "Ilha dos Amores" como lhe chamou Camões, a exceção continua. Um regime de exceção, protegido por leis e comportamentos de exceção e pela paciência de um povo excecional: não cai. Apesar de, durante o seu longo "reinado", pedir constantemente o alargamento e aprofundamento da autonomia: acaba agora, de entregar de corda ao pescoço, mansinho, a autonomia conquistada ao longo de mais de trinta anos. Apesar de por dá cá aquela palha pedir a demissão de quem o incomoda: não se demite.
E o povo? Onde pára o povo que nem o vejo nem o ouço?
Como em tudo na vida: até um dia.
Quero que alimpem! Quero que alimpem!
Era assim, que, segundo a minha mãe, eu, quando era pequenino e andava com o pingo no nariz, pedia para me higienizarem o corta vento.
Não sei que idade tinha, porque ainda não tinha idade. Foi num fim de tarde, na altura das sementeiras: os meus pai andavam no Vale D`Armalho. Ao fim da tarde, como eu era pequenino e andava devagar, mandaram-me ir andando pelo estreito caminho, de regresso a casa, enquanto aproveitavam mais alguns minutos na sua labuta. Já era dalpardo, que era como naquele tempo, as pessoas daquele tempo, chamavam ao lusco-fusco especialmente nos meses da primavera, momentos em que as coisas perdiam as formas definidas e adquiriam outras mal definidas. Uma árvore, um arbusto, uma rocha, passavam a parecer outra coisa. Os hábitos e os termos antigos são como os dinossauros. Dalpardo é um dinossauro. Extinguiu-se. Já ninguém sabe. Já ninguém diz.
Engonhei quanto pude para não ir andando sózinho, mas a voz autoritária de meu pai obrigou-me a pôr-me a caminho. Como era muito pequeno, os muitos trilhos, dos muitos rebanhos de cabras e ovelhas confundiam-se com a vereda e despistaram-me. Dei por mim à beira da mina do Ti Zé da Bárbara. A mina como lhe chamavam, não era bem uma mina, mas uma vala estreita, com dois metros, ou talvez mais, de profundidade, e vários de extensão, para captação de água para rega, num pequeno e estreito barroco. Tinha algum mato nas suas estreitas margens que a camuflavam. Uma autêntica armadilha para um ser da minha idade. Assustado, recuei e desci à procura do caminho que passava junto à entrada da mina, onde represavam a água e a partir daí regavam. Foi nessa altura e situação, que segundo o relato de minha mãe, ela e o meu pai me foram encontrar, repetindo sem parar: Quero que alimpem! Quero que alimpem! Minha mãe garantia e meu pai confirmava, que eu não andava com o pingo no nariz. Era o meu pedido de socorro, que resultava sempre que necessitava de ser assoado. Se resultava numa situação, podia resultar também naquela que era bem mais aflitiva.
Hoje volto a dizer: Quero que alimpem!!! Quero que alimpem!!!
Sujámos tudo. Despejamos lixo por todo o lado: no meio das mais belas paisagens. Nos rios e nos mares. Nas TV´s, nas rádios e nos jornais. No ar e no espaço. E pior: Os responsáveis pelos países deste mundo, lixaram tudo.
Quero que alimpem!!! Quero que alimpem!!!
Na Região Autónoma da Madeira, o deputado, primeiro do PND e agora do PTP, José Manuel Coelho, nas ultimas eleições presidenciais, em que ele próprio foi candidato, arranjou uma vassoura enorme e levava-a consigo para todo o lado, dizendo que era para limpar a corrupção e os políticos corruptos e incompetentes. Mas, ao que parece, até o intrépido deputado Coelho, desistiu e arrumou a vassoura.Talvez, tenha sido por motivos idênticos aos apontados a outro deputado madeirense, muitos anos antes: Foi já depois do 25 de Abril, quando a Madeira passou a ter autonomia. Na Assembleia Legislativa da RAM, o "camacheiro" Filipe Mota, infelizmente já falecido, que foi deputado do PS-M, e chegou a ser vice-presidente da ALM, disse um dia, que o PS-M, precisava de uma vassourada. Já naqueles tempos, logo a seguir ao seu nascimento, o PS-M precisava de uma limpeza; o que vêm ao encontro de um ditado popular: "Quem nasce torto, tarde ou nunca se endireita". Ou como ali se diz: "Quem nasceu lagartixa nunca chega a jacaré". O bom do Filipe Mota, era de baixa estatura por causa de uma notória deficiência física. Nem por isso, um jornal local, deixou de o caricaturar, pequenino, agarrado a uma vassoura enorme, com a seguinte legenda: "A vassoura para limpar o PS (M) é demasiado grande para o Filipe".
Maus há muitos, agora gente que alimpe...
Alberto João, afirmou há dias, não sentir qualquer tipo de afecto por gente de outras latitudes. Ninguém lhe pediu, e qualquer pessoa de bom senso, que conheça bem a figura em questão; não só dispensa os seus afectos como os rejeita. Ontem, rejeitou-os Sócrates e hoje rejeita-os Passos Coelho. Nesta latitude, o seu partido não o quer para nada e a oposição detesta-o. Conclusão: conversa fiada para consumo interno.
Sendo o Homem um animal de afectos, grande é a limitação de um homem que não sente, nem têm afectos, fora da sua tribo.
Enfim, produto da escola do "orgulhosamente sós", que "são aqueles que no passado combateram o futuro", como disse um dia Mário Castrim.
"OS PILARES DA TERRA" é uma obra literária genial, escrita em dois volumes, da autoria de Ken Follett. Todo o extraordinário enredo gira à volta da construção de uma catedral, na Inglaterra do século XII mergulhada numa guerra civil pela disputa do trono .
Em "OS PILARES DA TERRA", tal como no mundo dos nossos dias, há mais vilões que heróis. Em "OS PILARES DA TERRA" o bispo Waleran sobe às alturas por caminhos ínvios...e cai. À nossa volta, vêem-se poucos padres Philip e inúmeros Waleran`s armados em pavões que tardam em cair. Já os pilares do mundo parecem prestes a ruir.
Com gente desta: quo vadis Mundo?
Tantas vezes quis partir
E tive sempre de ficar
Mais tarde quis desistir
Quando tive de abalar
A estrada da minha vida,
é uma permanente caminhada.
Não sei se o meu porto é uma partida,
se é um cais de chegada.
Não são meia dúzia de anos de frequência de uma universidade, por melhor que ela seja, que mudam a essência de alguém. Da mesma forma, nunca foi nem será, o vergonhoso subsídio de cerca de 11 mil euros por dia, garantia de boa informação ou sequer de algum jornalismo de jeito: muito pelo contrário neste caso.
11 mil euros por dia, também não compram inteligência para nenhum escriba do regime, porque é coisa que não há à venda no supermercado.
Segundo os escribas do jornal de propaganda do regime, sair do governo de Lisboa e eventualmente vir a fazer parte do governo da sua terra, é ir de cavalo para burro. E depois dizem que gostam da sua terra e que a defendem.
Conheci em tempos um italiano que costumava dizer com alguma frequência: mais vale ser pavão um dia do que galinha toda a vida.
Mas dizem mais os escribas: Que há alguém da Oposição que já foi cavalo; coisa que não dizem de si próprios. Eles lá sabem porquê.
Na segunda-feira, aqui na Madeira, é o primeiro dia de uma ressaca de "caixão à cova". Terminada a bebedeira eleitoral, segue-se a realidade nua e crua, seja qual for o resultado eleitoral deste domingo. Vai ser altamente doloroso e não há pílula do dia seguinte que nos valha.
Ao fim de mais de três décadas de governação do grande líder a Autonomia encontra-se à beira da falência. A vergonha que era regional e nacional, ultrapassou fronteiras e internacionalizou-se. Na imprensa internacional chamam à Ilha, desonesta. Não meus senhores! A Ilha não é desonesta! A Ilha não é um homem e um punhado de seguidores interesseiros e bajuladores. As gentes desta Terra são gente do melhor. Gente trabalhadora, simpática e boa, que vota e acredita no que lhe dizem. Que se deixou ofuscar pelo brilho do betão. Um povo que acredita no partido, como a religião perfeita que não há. Ingénua? Também. Mas os ingénuos são normalmente boa gente.
A esperteza saloia, o oportunismo, a chantagem, o insulto, a bebedeira constante dos arraiais e das inaugurações: enganaram este povo extraordinário e levaram esta Região a este estado de vergonha.
O grande líder adjetiva de incompetentes todos os Silva Lopes deste paciente país que criticam as suas bazófias. Orgulhoso e muito cioso da sua autonomia (e da imunidade do Conselho de Estado): de corda ao pescoço, pede ao "Retângulo" que lhe faça um plano de austeridade, para resolver a desesperada situação da Região, fruto da sua desregulada governação. Que maior prova da falência das suas políticas e da sua incompetência?!
Os iluminados seguidores de antes, que tudo sabiam e tudo explicavam, que justificavam todas as bacoradas em nome da defesa da Região: hoje nada sabem acerca de buracos. Até o partido nada sabia. Apagou-se-lhes a todos o farol, não resta sequer uma candeia. Viraram todos Candelária.
Como em tudo nesta vida, é tudo até um dia. Durante largos anos o grande líder usou um fio de cabelo comprido de um dos lados da clareira para esconder a própria careca; hoje, foi o próprio obrigado a descobrir a sua própria careca. No estertor do regime, o grande líder, estrebucha, ameaça e usa a ação psicológica do tempo da guerra colonial para enganar o povo e disfarçar a sua grande culpa. Mas até o grande líder, cuja forma e saúde já não é o que era: já não diz coisa com coisa. Ontem, disse que não divulgou a continuação das obras e o consequente endividamento para que o Teixeira dos Santos não penalizasse mais a Região. Hoje, diz que nunca teve intenção de ocultar a dívida.
Tal como um barão arruinado, que não consegue baixar o nível de vida: o grande líder apesar de completamente "embeiçado"* continuou a "abrasar"* dinheiro à fartazana e não têm culpa de nada.
*Embeiçado = Sem dinheiro, teso, falido
*Abrasar = Estoirar dinheiro, gastar à bruta, queimar
Na América, Barack Obama tem-se visto negro para dar conta das contas do país. Em Itália, as coisas estão de tal modo que o primeiro-ministro Berlusconi se viu obrigado a uma forte contenção nas suas faustosas orgias. Em Espanha, o primeiro-ministro Zapatero vê-se a contas com um par de botas dos diabos. Cá entre nós, Passos Coelho está a passar as "passas do Algarve" para explicar que tendo dito que não aceitaria mais aumentos da carga fiscal, logo de entrada tenha arranjado um imposto extraordinário.
Na Região Autónoma da Madeira, que é um cantinho do céu e até é habitada por um povo superior; não há qualquer problema: aqui é arraial todos os dias. Ele é o de Santo António, o de S. João, o de S. Pedro, o do Monte, o arraial permanente e sempre surpreendente da ALM, o arraial de um sítio qualquer, um arraial de porrada no Penedo do Sono, no Porto Santo, ou em qualquer sítio em Câmara de Lobos. E o maior, mais folclórico e tórrido de todos: o arraial do PSD/M no Chão da Lagoa.
No dia 1 de Julho, dia da Região, numa região de arraiais, este ano então foi de bota abaixo. Assim, a RAM acordou cheia de bandeiras, sinal claro de arraial. Bandeiras bonitas, de boa qualidade e bem confeccionadas, com cores bem combinadas. Não eram bem as bandeiras dos arraiais dos Santos Populares, ou da Senhora do Monte. Não eram bandeiras da Região ou do CF Os Belenenses, pois não tinham a Cruz de Cristo. Não eram bandeiras do sempre simpático "Uniãozinho da Bola" (Clube de Futebol União): eram bandeiras azul e amarelo, da defunta FLAMA. Dias depois, lá tivemos a segunda parte do arraial do dia 1 deste mês de Julho: AJJ afirma à imprensa, que se a República não resolver o problema das contas da Região, a FLAMA pode ressurgir e aponta como sinal do que dizia, o arraial do dia 1.
Dias depois, na ALM, Tó Fontes, deputado do PND, um pândego desengonçado e simpático, assim a descambar para o louco, e a fugir para o génio; marcou mais uma página das dramáticas sessões da "Casa", ao apresentar e desfraldar em pleno hemiciclo, uma dessas bandeiras, que acusou de ser um dos objectos do crime, do folclórico dia da Região. O austero presidente da Assembleia interrompeu o arraial.
Nestes tempos de crise e abandalhamento, onde um produto pimba, parasita sem problemas um produto de qualidade e marca registada; o histórico arraial madeirense, imagem de marca da RAM, pode estar em risco de extinção tal como a obra de vime ou o bordado. Ou tal como as Juntas de freguesia e os Concelhos: em risco de redução, nestes tempos de contenção. A crise que atinge a Europa da toda poderosa Senhora Merkel e do desajeitado Sarkozy. A Venezuela do comandante Chaves e a África do Sul de Zuma, levou a que já não venham emigrantes capazes de pagar um arraial completo, com um arraial de vacas sacrificadas e transformadas em espetada. A crise, que por esta razão vai afectar o arraial madeirense e a espetada; vai arrastar consigo o vinhe seque e a poncha. A coisa está reles comum peste.
Cada vida é uma história e cada dia é uma vitória!
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